quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma salada de frutas feminina

Sou um dos que pensam que mulher deve se elegante, deve ter uma postur a digna e acima de tudo, ser feminina. Claro que alguns vão dizer que estou falando o óbvio e que a maioria das mulheres é assim. Mas faço este comentário mais como um alerta ao que vem acontecendo, já há muito tempo, que é a depreciação da mulher. Em vários níveis. Ato conseqüente, t

Falo do fato de que ultimamente têm surgido um grande número de “mulheres fruta”, tais como Mulher Melancia, Mulher Melão e outras criações do brasileiro. E a mídia dá vazão a toda essa criatividade, promovendo estas criaturas como se fossem seres humanos da mais alta inteligência e notoriedade. Aliás são notáveis sim mais pela abundância de seus atributos físicos do que pela palavra. E daí, tudo é motivo para cultuar estas “deusas”: é sua performance na “Dança do Créu”, é uma citação picante quanto as suas preferências sexuais e por aí se vai um rio de baixarias. São sem dúvida, mulheres bonitas. E só. Beleza não se dissocia de elegância e sobriedade. E para isso temos inúmeros exemplos, que não cabe aqui citar. É só você consultar seu “cadastro” de divas em sua mente e entenderá o que estou dizendo.ambém há a depreciação do homem que passa a ter outras referências na escolha de suas companheiras, com reflexos negativos e inevitáveis.

Penso que deveríamos tomar outro rumo. A imensa maioria das mulheres é formada de pessoas inteligentes, de bom gosto, sobriedade e elegância. Mulheres que amadureceram sadiamente, exercendo seu papel na sociedade como mães, amigas, companheiras e que nas últimas décadas galgaram espaços consideráveis, principalmente no mercado de trabalho, onde são referência no que tange à excelência e competência.

Ao enaltecer celebridades de personalidade e comportamento duvidosos, creio que há uma depreciação da figura feminina e que em nada condiz com suas conquistas. Por isso é preciso uma consciência maior na educação de nossos filhos, falo dos filhos homens também, para que o papel de cada um na sociedade não seja apenas marcado por rebolados e corpos esculturais, que na maioria das vezes são péssimos exemplos para nossa juventude, numa salada de frutas amarga e indigesta.

A celebridade é efêmera e temos visto cada vez mais, pessoas alçadas à fama com muita rapidez, caindo na mesa velocidade no ostracismo e esquecimento. E daí, o pior acontece com atitudes para chamar os holofotes para si mesmas, na maioria das vezes baseadas em comportamentos deploráveis e insanos.

(Coluna para o Jornal A Tribuna - SAP - 12/08/2008)

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